Tateando no escuro de olhos fechados
Vivendo em cativeiro
Ressecado diante do sol
Que ilumina minha pátria
De céu azul e verdes matas
Que já não é a mesma pátria
Pois também vive sitiada
Dentro dos carros pessoas armadas
De inveja, de orgulho,de dor e de razão
E nos cantos escuros e esquinas,
sangue inocente escorre ao chão
Vivo no meio de uma guerra civil
Onde as pessoas se matam,
Porque assim foram programadas
Onde as pessoas se odeiam
E se tratam da forma errada
Onde irmãos se estapeiam
Pra ver a mãe enterrada
Quem tem Lei, quem detêm o poder?
Eu comando minha vida, da sua cuida você.
Cadê meu país solidário de amarelo esperança
e branco da paz?
Cadê meu país que é sincero,
Igualmente governado,
De alegria de vida e de sol? Sol? Sol?
Os tempos de guerra são sempre nublados
Quem lava com o sangue e morre é soldado
E quem leva as glórias de vitória é o estado
Morte ao estado, morte ao estado.
Morte a ti que constrói a sua cerca,
Morte, morte é tudo que me cerca.
Pra onde eu enxergo é morte,
Morte se propagando em linha reta.
Então porque morrem os inocentes
Não as pessoas certas?
Estou estudando pra saber ignorar,
Estou me importando pra poder não me importar
Estou te criticando por ainda de te amar.
Verás quem um filho teu não foge a luta,
Nem temes quem te adora a própria morte,
Terra adorada, entre outras mil es tú
Terra de Vera Cruz, minha pátria amada.
Sobre a Cruz do pecado Vera, vericcitas, verdadeiramente está fincada.
Derrubarei a cruz que te sangra a duras e penosas pancadas,
E se pelos meus inimigos for alvejado por covardes e dolorosas balas,
Então que meu sangue se junte ao teu, e alimente os espíritos de vingança em tuas matas
Pois chegará o dia em que a verdade, será cobrada, com lanças, gritos, urros e garras...
Sol..Sol..Sol...